Informações sobre a Influenza A

Ponta Grossa está em alerta contra o vírus da gripe suína, ou Influenza A (H1N1). Para atender os casos suspeitos da gripe a Secretaria de Saúde, designou um Pronto-Atendimento especifico, funcionando anexo ao Pronto-Socorro Municipal.

O que é a gripe Suína (H1N1)?
Como acontece o contágio?
Quais são os sintomas?
Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?
Onde ir em casos de suspeita?
Como se pode evitar a contaminação?
Histórico da influenza;
Comentários do Secretario Municipal de Saúde sobre a Influenza em Ponta Grossa;
Fale conosco (influenzaah1n1@gmail.com)


O que é a gripe Suína (H1N1)?
          A Influenza suína é uma doença respiratória causada pelo vírus tipo A que, normalmente causa surtos de gripe entre os suínos. Em 24 de abril, a partir das análises das amostras colhidas de casos de síndrome gripal notificados pelos Governos do México e dos Estados Unidos da América foi identificado um novo subtipo do vírus de influenza suína A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza suína A (H1N1) é transmitido de pessoa a pessoa.

Como acontece o contágio?

           É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Quais são os sintomas?
          Febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória e ter apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A (H1N1);
ou, ter tido contato próximo nos últimos 10 dias com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza.
           Os sintomas podem iniciar no período de três a sete dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre, principalmente, em locais fechados.

Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?
Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é ao ter alguns desses sintomas, procurem seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

Onde ir em casos de suspeita?
           Em casos de suspeita da nova gripe, a população deve buscar orientação nos hospitais, unidades de saúde, unidades de saúde da família, centros de atenção à saúde (CAS) ou no Pronto Socorro.

Como se pode evitar a contaminação?
Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados:
•    lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão
•    evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, com maçanetas, teclado e mouse de computador, etc.
•    não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar. No ambiente de trabalho, principalmente para locais com muita circulação de pessoas, procure desinfetar os objetos de uso coletivo com álcool gel, e evitar aglomerações e ambientes muito fechados.

Fale conosco
          Em caso de dúvidas, mande uma mensagem para nossa equipe: influenzaah1n1@gmail.com.

Comentários do Secretario Municipal de Saúde sobre a Influenza em Ponta Grossa
          A Secretaria Municipal de Saúde está enfrentando a pandemia de influenza A (H1N1) com seriedade e grande responsabilidade usando medidas preventivas e curativas, mobilizando a imprensa com o objetivo de esclarecer a toda população sobre quais os sintomas da doença e quais condutas pessoais devem ser tomadas para a proteção e segurança de todos. Também providenciamos serviço de vigilância epidemiológica, com um grupo multidisciplinar para realizar o atendimento em local apropriado e manter o monitoramento de pacientes com suspeita, além de orientação em hospitais e domicílios, mantendo-se fiel às orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado.
          Para evitar o contágio, as pessoas devem evitar aglomerações e manter uma distância de dois metros de pessoas com quem conversarem e que estiverem com tosse. Usar papel higiênico, lenço e toalha de papel descartáveis e depositá-los no lixo. Toalhas de banho e de rosto devem ser de uso individual. Evitar cumprimentos com apertos de mãos, com abraços ou beijos. Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia e, depois de secas, usar álcool a 70% (ou misturar 7 partes de álcool comum para 3 partes de água) e não enxugar. Não levar a mão à boca ou nariz. Espirrar e tossir no antebraço, na falta de lenço de papel.
Apenas as pessoas que estiverem doentes deverão usar máscaras cirúrgicas, ou de acordo com a orientação de seu médico.

Histórico da influenza
          Os vírus influenza são compostos de RNA de hélice única, da família dos Ortomixovírus e subdividem-se em três tipos: A, B e C, de acordo com sua diversidade antigênica. Os vírus podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura). Os tipos A e B causam maior morbidade (doença) e mortalidade (mortes) que o tipo C. Geralmente as epidemias e pandemias (epidemia em vários países) estão associadas ao vírus influenza A. As principais características do processo de transmissão da influenza são: alta transmissibilidade, principalmente em relação à influenza A; maior gravidade entre os idosos, as crianças, os imunodeprimidos, os cardiopatas e os pneumopatas;  rápida variação antigênica do vírus influenza A, o que favorece a rápida reposição do estoque de susceptíveis na população; apresenta-se como zoonose entre aves selvagens e domésticas, suínos, focas e eqüinos que, desse modo, também constituem-se em reservatórios dos vírus. Outras informações podem ser encontradas no Guia de Vigilância
Epidemiológica da Influenza/Ministério da Saúde. Os sintomas da Gripe, muitas vezes, se assemelham aos do resfriado.
Resfriado: caracteriza-se pela presença de sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, como congestão nasal, rinorréia, tosse, rouquidão, febre variável, e menso frequentemente mal-estar, mialgia, cefaléia. O quadro geralmente é brando, de evolução benigna (2 a 4 dias), mas podem ocorrer complicações como otites, sinusites e bronquites, e quadros graves , de acordo com o agente etiológico em questão. Tem como principal agente causal os Rhinovírus (mais de 100 sorotipos), embora também seja comumente causado pelo vírus Parainfluenza, Coronavírus, Vírus Sincicial Respiratório, Adenovírus, Enterovírus.
          Há ainda outros agentes infecciosos, que podem causas sintomas respiratórios que simulam o quadro de resfriado, como Clamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae, Streptococcus sp. E agravos não infecciosos: uma série de condições apresentam os principais sintomas de resfriado (tosse, congestão nasal, rinorréia, rouquidão e dor de garganta), a saber: a rinite alérgica (mais comum); a polipose nasal, a rinite atrófica, as alterações do septo nasal e a presença de corpo estranho em cavidade nasal.
          As primeiras suspeitas de infecção pelo vírus Influenza ocorreram por volta do século V a.C. por Hipócrates, conhecido como pai da medicina, que relatou casos de uma doença respiratória que em algumas semanas matou muitas pessoas e depois desapareceu.
          A primeira epidemia de gripe ocorreu em 1889 e 300 mil pessoas morreram, principalmente idosos, em decorrência de complicações, como pneumonia bacteriana secundária. Em 1918, a epidemia conhecida como Gripe Espanhola acometeu cerca de 50% da população mundial e vitimou mais de 40 milhões de pessoas. No Brasil, cerca de 65% da população foi infectada e por volta de 35.240 pessoas morreram.
          A gripe asiática, em 1957, se espalhou pelo mundo em seis meses e matou cerca de um milhão de pessoas. A gripe de Hong Kong, em 1968, são as mais recentes e de maior repercussão epidemias relatadas, juntamente com a gripe aviária. Em 2003, um surto da gripe aviária na Ásia levou as autoridades a ordenarem o sacrifício de dezenas de milhões de aves de criação. De lá pra cá a doença atingiu 121 pessoas e matou 62 naquele continente.

Fonte Ministério da Saúde e Secretaria Municipal de Saúde.

Informativo Influenza H1N1

 
 
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