LUTA ANTIMANICOMIAL: Seminário amplia discussão sobre tratamentos de pessoas com transtorno mental

por Rafisa Ramos
 
Cerca de 280 pessoas participaram do 1º. Seminário da Luta Antimanicomial, juntamente com o 2º. Encontro da Luta Antimanicomial de Ponta Grossa. Os eventos foram promovidos pela Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Atenção Psicossocial e com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
O dia escolhido para o evento, 18, é a data que marca o Dia da Luta Antimanicomial, um movimento que começou em 1987 e já obteve, entre várias conquistas, o trabalho que é realizado atualmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
“Evento como este é um marco na saúde mental do município, pois é garantia aos direitos dos portadores de transtorno mental, respeitando suas escolhas, o cuidar em liberdade, sem necessariamente precisar encaminhar para o manicômio”, destaca a diretora do departamento de Saúde Mental.
Os participantes do Seminário e do Encontro contaram com palestras sobre “O Movimento da Luta Antimanicomial”, “As perspectivas atuais do cuidar em Saúde Mental” e mesas de discussão com os seguintes temas: Pensando a Crise: possibilidades de cuidado e Exercer a RAPS: integrando o cuidado.
Em Ponta Grossa o CAPS II – Transtorno Mental, atende aproximadamente 340 pessoas. Esses usuários tem todo o acompanhamento de equipes multidisciplinares comportas por: psicólogo, enfermeiro, técnicos de enfermagem e terapeutas ocupacionais.
“Os trabalhos realizados com as pessoas que possuem transtorno mental dentro do CAPS é exemplo para outras cidades. Temos equipes qualificadas trabalhando diariamente para ajudar a encontrar as melhores soluções com as dificuldades encontradas pelas famílias de usuários e dos próprios usuários”, destaca a Secretária Municipal de Saúde, Angela Pompeu.