Nesta sexta-feira (27), a partir das 20 horas, o palco do Cine-Teatro Ópera recebe o grupo japonês Wabunka. O espetáculo musical faz parte da programação do ‘Imim 100’, em comemoração ao centenário da Imigração Japonesa no Brasil, desenvolvida em Ponta Grossa, pela Secretaria Municipal de Cultura, desde o início do ano. Os ingressos antecipados continuam à venda por R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada), no Beco do Livro, Unidas Locadora de Veículos e Restaurante Sukiaki. Na hora do espetáculo, na bilheteria do teatro, os ingressos custarão R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada).
A apresentação, denominada “Nihon no Utage” ou “Festa do Japão”, será dividida em duas partes: a primeira – ‘Ooedo Emaki’ – será encenada pelo grupo Maruichi Sennou Shatyu e, a segunda – ‘Kabuonnkyoku’ (Canto, dança, músicas) – pelo cantor Kitaoka Hiroshi. Nesta fase, o cantor Hiroshi apresenta cantos e danças japonesas diversificadas. O musical conta, também, com a apresentação especial do cantor lírico Pablo Inoki.
O grupo Wabunka foi formado no ano de 2002, sob a liderança da Natsuha Ogawa, com o objetivo de preservar e difundir a tradição da cultura japonesa e promover o intercâmbio com diferentes países.
A principal atração do Wabunka no Brasil será Kitaoka Hiroshi (nome artístico) que se apresentará como “oyama” – apresentação de dança tradicional da cultura milenar japonesa, em que o homem se veste de mulher para apresentar-se. O artista iniciou a carreira como cantor de “enka” (canções antigas). Foi o primeiro artista a cantar como “oyama”.
O cantor lírico Pablo Inoki interpretará canções antigas do Japão tendo em destaque a música “Sen no kaze ni natte”. Com instrumentos originais e outros adaptados, o grupo busca gerar um tom apropriado ao clima do país, representando fielmente as particularidades do povo japonês.
LIGAÇÃO
Para os integrantes do Wabunka, esta turnê pelo Brasil deverá servir como uma ponte de ligação, ainda maior, entre os dois países. Eles destacam que seu maior desejo é levar muitas pessoas para assistir ao espetáculo, independente da raça, “e que estas pessoas possam ver, ouvir e sentir este coração japonês que tanto valoriza a harmonia universal e passem a compreender melhor o Japão”. E finalizam ressaltando que as artes tradicionais formam a cultura de seu país. “E a cultura tem o poder de alcançar o espírito de todas as pessoas e emocioná-las, gerando, assim, uma sensação de proximidade”.
Publicado por
Carolina Mainardes