O ritmo acelerado das obras desenvolvidas na avenida Vicente Machado, na região central da cidade, e a necessidade de execução de alguns serviços especiais levam à necessidade, informou nesta sexta-feira a Secretaria Municipal de Planejamento, de bloquear o trecho da avenida compreendido entre as ruas Coronel Dulcídio e Francisco Ribas. O bloqueio acontecerá nesta terça-feira, dia 15, podendo estender-se também por parte da quarta-feira, dia 16. Nesse período, máquinas especiais vão instalar as caixas de concreto para a colocação de um dos transformadores de energia da Copel. Trata-se de uma estrutura de concreto de grandes dimensões, que requer o emprego de maquinário especial – e também de tamanho extra-grande – inviabilizando o fluxo normal de veículos pela avenida. Em vista disso, existe a necessidade de bloquear o tráfego pela avenida naquele período. “Se tudo correr como esperado, existe a possibilidade de liberação do tráfego pela avenida durante a quarta-feira”, explica o secretário José Ribamar Krüger, secretário municipal de Planejamento.
Orientadores de trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte serão dispostos nas ruas e cruzamentos próximos para direcionar o fluxo de trânsito e minimizar os efeitos desse bloqueio.
As obras na Vicente Machado têm sido tocadas entre o começo da manhã e o final da noite, para tentar minimizar o prazo de execução e também o período de intervenção na avenida, um dos principais corredores de tráfego da cidade. Com isso, a idéia é reduzir os impactos que as obras inevitavelmente acarretarão: “sabemos que haverá transtornos, sem dúvida. E pedimos a compreensão dos cidadãos”, diz o secretário Krüger. A estimativa do governo é de que os serviços sejam concluídos num prazo máximo de seis meses.
CALÇADÃO
A licitação para as obras no Calçadão da rua Coronel Cláudio, por sua vez, foi vencida pela Agência de Fomento Econômico de Ponta Grossa, ao preço global de R$ 280 000. O governo já autorizou o início dos serviços e a Afepon só aguarda uma vistoria da prefeitura para programar o início das intervenções.
Os serviços no calçadão da rua Coronel Cláudio estão começando depois da conclusão dos primeiros trabalhos na Vicente Machado. Esse aparente descompasso permitirá que a comunidade se adapte à existência de uma obra que vai complicar o trânsito de veículos e pedestres. “Os motoristas podem colaborar evitando transitar pela Vicente Machado ou pelas suas transversais, se houver essa possibilidade. Deixar o carro um pouco mais longe será também uma medida bastante útil e cidadã. É preciso também lembrar que durante as obras, as vagas de estacionamento serão significativamente reduzidas, retornando assim que os serviços forem concluídos”.
///////////////Obras custarão cerca de R$ 6 mi///////////
Os investimentos globais para a execução do projeto, de acordo com Krüger, vão chegar a perto de R$ 6 milhões, a maior parte custeada pelo município.
Em primeiro lugar, a remodelação vai começar pela retirada da fiação aérea tanto da avenida quanto do Calçadão. Essa retirada, explica a arquiteta Bruna Degraf Martins, do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Ponta Grossa, apresenta “vantagens estéticas e urbanísticas, com um visual mais limpo e espaçoso”, além de oferecer confiabilidade operacional, porque ao operar abaixo do solo, a rede fica a salvo de interrupções provocadas por ventos, descargas atmosféricas, acidentes de trânsito e mesmo interferências da arborização.
Atualmente, os cerca de 800 metros de extensão da avenida Vicente Machado recebem por dia mais de 10 000 veículos. Como principal via do sistema viário urbano, é também o mais importante eixo de ligação entre as diversas regiões de Ponta Grossa. E, por isso mesmo, concentra parcela importante do comércio, concentrando perto de 35 000 pedestres por dia.
Com dimensões insuficientes para a sua demanda – tem apenas três faixas de rolamento e calçadas relativamente estreitas – ainda concentra muita poluição visual, principalmente por conta da fiação elétrica.
O projeto apresentado ontem pelo governo, para a intervenção na avenida Vicente Machado prevê, ao longo de um período que pode variar de seis a oito meses, a remoção das redes elétricas aéreas e sua execução subterrânea. Além disso, os pisos existentes serão alterados e adequados às normas de acessibilidade e inclusão social. Os postes elétricos existentes serão substituídos por outros, que terão luminárias voltadas tanto para a faixa de rolamento quanto para a calçada, aumentando a segurança de pedestres e casas comerciais.
Estão previstas ainda a remodelação da sinalização e a adequação do mobiliário urbano, orientando a circulação de pedestres, inviabilizando na prática o cruzamento inadequado das ruas no sentido transversal, com aumento direto na segurança do pedestre.
Em termos práticos, explica o secretário Krüger, será retirada a fiação aérea (elétrica, de telefone e TV), criados avanços (“orelhas”) dos passeios nas esquinas da avenida; instaladas floreiras nas esquinas, para orientar os pedestres; adequados os passeios com piso tátil para deficientes visuais – em toda sua extensão – e rampas para deficientes físicos junto às faixas de travessia. Também está prevista a instalação de semáforos específicos para pedestres e deficientes visuais e a instalação de lixeiras em vários pontos, ao longo da avenida.
CALÇADÃO
Já o calçadão da rua Coronel Cláudio, instalado em 1992 e hoje a principal via de circulação de pedestres de Ponta Grossa recebe cerca de 50 000 pessoas todos os dias, e é tradicionalmente um pólo comercial bastante forte. No entanto, apresenta poluição visual intensa, provocada tanto pela fiação elétrica quanto pelas placas de publicidade.
Para o calçadão, a proposta do município começa também pela retirada da fiação elétrica aérea (toda ela vai também ser subterrânea), e passa por um novo ordenamento e disciplina para a publicidade externa. O projeto prevê ainda a adequação dos passeios com piso tátil para deficientes visuais e com rampas, junto às faixas de segurança na travessia de transversais. O calçadão também receberá semáforos específicos para pedestres e deficientes visuais, além de lixeiras em vários pontos e postes ornamentais – idênticos aos que foram instalados nas praças, no modelo Republicano – que devem melhorar a iluminação e aumentar a segurança dos pedestres e das casas comerciais.
Publicado por
Edgar Hampf