Limite de gastos é empecilho, diz secretário

17 março, 2006 - 16:26  

O secretário de Governo, José Ruiter Cordeiro, recebeu na tarde de ontem (sexta-feira, 17) uma comitiva de serventes escolares, acompanhados por dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que promoveram uma manifestação, em frente ao prédio-sede da administração, reivindicando a concessão de um abono de R$ 40 para serventes e escriturários escolares e agentes de trânsito. Esses servidores, segundo o Sindicato, têm salários de R$ 365 e R$ 541, respectivamente. De acordo com Ruiter Cordeiro, o governo enfrenta hoje uma barreira praticamente intransponível, para conceder o abono solicitado. O comprometimento das receitas públicas está hoje, segundo o secretário de Governo, acima do limite prudencial de 51,3% do total, o que obriga a administração a tomar uma atitude imediata, como a redução brutal na concessão das horas extras. “Há uma realidade muito dura, que demonstra a dificuldade da administração que tivemos que enfrentar quando assumimos”, por conta da absoluta falta de informação sobre as despesas públicas. “Só conseguimos superar isso no final do ano que passou”, completou Ruiter. A intenção do governo, de acordo com o secretário de Governo, é alcançar um patamar “sustentável” da folha de pagamento, de modo a oferecer condições para que sejam promovidas as alterações necessárias, inclusive a adoção da produtividade reivindicada por essas categorias. Além disso, Ruiter anotou que existe uma “deficiência terrível” que é a impossibilidade da contratação de pessoal para a saúde, que é também algo prioritário para o governo. O secretário destacou que seu contato com o Sindicato dos Servidores sempre foi muito respeitoso, e instou os servidores e sindicalistas a, dispondo de alternativas ou opções para equacionar a dificuldade enfrentada hoje pelo governo – com relação ao comprometimento das receitas perante a receita líquida – pode e deve apresentá-las. Entre as medidas que já estão sendo implantadas, de acordo com o secretário de Governo, o que ele chamou de “ações possíveis”, estão a revisão na concessão de horas extras “que sejam impropriedade ou exagero”. Assim, explica Ruiter, o governo pretende “eliminar as distorções existentes”, como algumas já detectadas para poder direcionar os recursos possíveis para o atendimento de todas as reivindicações, em especial atender à demanda das serventes e escriturárias escolares e agentes de trânsito. O governo calcula também que embora numa avaliação singular a concessão da produtividade de R$ 40 não parece ter assim tanto peso, se esse benefício fosse concedido imediatamente, isso implicaria num gasto de quase R$ 2 milhões, no período compreendido entre hoje e o final da gestão.

Publicado por Edgar Hampf
 
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