Município doa área para novos empreendimentos
Publicado por Edgar Hampf
Criado 28 dez 2005 - 13:01
Ao final de vários meses de negociação, o governo princesino concluiu ontem o processo de destinação de duas áreas para novos empreendimentos industriais no Distrito Industrial “Prefeito Cyro Martins”. Ao lado dos secretários de Indústria e Comércio, Liliana Tavarnaro, e de Administração, Josué Fernandes, o prefeito Wosgrau Filho assinou os termos de doação de dois terrenos, num total de 59 000 metros quadrados, para duas empresas, na presença dos seus diretores.
A Bombardelli, que controla a empresa LactoBom, já instalada no município, vai ampliar sua unidade de produção de laticínios, instalando uma fábrica de queijo parmesão, gerando perto de 30 empregos diretos e uma centena de postos indiretos, e lançando as bases para uma futura unidade de produção de iogurte, além de um novo espaço para o tratamento de efluentes. Para a Bombardelli, o Executivo destinou 23 000 metros quadrados, numa área contígua à que já é ocupada pela empresa, no Distrito Industrial.
Já a Stocaggio tem um projeto mais ambicioso. Segundo o diretor da empresa, Rubens Daniel Simone, a idéia é iniciar até o final de janeiro as obras de construção de uma fábrica de insumos agrícolas e silos metálicos que vai abrigar perto de 300 empregados. A empresa já conta com uma pequena unidade em Passo Fundo, mas vai usar a futura fábrica de Ponta Grossa como ponta-de-lança para conquistar o mercado externo. Simone explica que a intenção da empresa é destinar 40% de sua produção – que vai de silos graneleiros a secadores de cereais fixos e móveis – para consumidores no México, Paraguai, Alemanha, Rússia, Japão, Espanha, Argentina, Chile e Bolívia. A estimativa é que as vendas mensais cheguem a valores entre R$ 35 e R$ 40 milhões, segundo ele. O investimento na implantação da fábrica de Ponta Grossa ficará em torno de R$ 50 milhões, incluindo uma planta de 15 000 metros quadrados e mais uma escola profissionalizante com 1 000 metros quadrados – que será aberta à comunidade, para formação de futuros funcionários – e ainda um pronto-socorro com capacidade para atender 50 pessoas.
Rubens Simone estima que a fábrica esteja em ponto de marcha ainda no final de 2006, mas quer ver as instalações da parte civil concluídas até a metade do ano. A empresa, que tem unidades na Argentina e no Paraguai, vai sediar suas operações brasileiras e de exportação na nova planta, em Ponta Grossa.
A secretária Liliana Tavarnaro destacou a importância dessas duas empresas, em especial a atenção que a Stocaggio dedica à responsabilidade social, ao prever, em seu projeto de implantação, uma escola para mil aprendizes e um pronto-socorro. Ela também destacou que embora essas sejam as primeiras confirmações de investimentos industriais na área do Distrito, o governo está trabalhando para atrair novos empreendimentos. Ela mencionou a existência de uma “disputa” entre Ponta Grossa e o Estado da Bahia, por uma empresa de capital transnacional, em que o município emprega como principais argumentos sua localização privilegiada e a infra-estrutura disponível, além dos acessos fáceis e seguros a porto, aeroporto e centros consumidores.
O prefeito Pedro Wosgrau Filho, por seu turno, saudou os novos empreendimentos como “um começo”, adiantando que a situação financeira do município não havia permitido, até este mês, a obtenção de certidões negativas que possibilitassem a doação de áreas para novas indústrias. Com a regularização, obtida ainda este mês, Wosgrau acredita que esse processo será acelerado.