Tem início neste sábado (16), às 19h30, o Ponta Grossa Festival de Dança 2026. Promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o evento segue até o dia 3 de junho no Centro de Eventos, reunindo grupos, companhias e bailarinos de diversas regiões do país. A programação é totalmente gratuita e engloba mostras competitivas, apresentações abertas e ações de formação artística. Realizado desde 2001 sob a nomenclatura “Setembro em Dança”, o festival passa por uma reestruturação em 2026. Além do novo nome, o evento foi antecipado para maio, posicionando-se estrategicamente como a abertura do circuito nacional de festivais de dança. Segundo a organização, a mudança busca ampliar a produção coreográfica, fortalecer a circulação artística e incentivar o intercâmbio entre coreógrafos e bailarinos de diferentes estados. O secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, ressalta que o objetivo é tornar o evento cada vez mais abrangente e inclusivo. “O festival já se firmou como o maior do estado e uma referência nacional. Nosso foco é multiplicar as chances para os talentos locais e assegurar que a arte chegue a todos gratuitamente. Convidamos o público para que compareça e aproveite a programação”, afirma. Abertura e espetáculos A solenidade de abertura terá duas coreografias de destaque. O primeiro ato apresenta “Despertar”, uma obra que une a Companhia Municipal de Dança e o Coro Cidade de Ponta Grossa. Definido como um manifesto poético, o espetáculo utiliza a fusão de movimento e voz para propor uma jornada de emancipação intelectual, celebrando a luz que surge do encontro entre a arte e o pensamento. Na sequência, a Companhia Municipal de Dança apresenta “Trajetória de uma Vida”. Com direção de Joice Aline Jorge e coreografia de Fábio Alcântara, o espetáculo é inspirado na história de Milton Nascimento. A narrativa percorre as fases da vida do cantor mineiro, desde a infância até a consagração internacional, resgatando a força de sua musicalidade e a profundidade de letras que se tornaram patrimônio afetivo do Brasil. Mais do que um tributo, a montagem é um convite para mergulhar na essência de um artista que sempre cantou a liberdade e a amizade.